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Sal e água mineral ficam mais caros no Sul, enquanto legumes e farinhas recuam

Novo levantamento da Neogrid mostra movimentos distintos entre categorias da cesta de consumo, em linha com a desaceleração da inflação no período

Atualizado em 01/09/2026 às 17h27
Foto: Imagem de Marek por Pixabay

Depois de meses de pressão sobre os preços de diferentes itens da cesta de consumo, julho trouxe um alívio para o consumidor em algumas categorias. Segundo o estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, realizado pela Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados que desenvolve soluções para a gestão da cadeia de consumo, os legumes registraram queda de 9,8% no preço médio nacional na comparação com o mês anterior, enquanto os ovos recuaram 5,3% no período.

O movimento, no entanto, não foi uniforme entre as categorias. O leite UHT ficou 4,1% mais caro em julho, o maior aumento registrado no mês, seguido por detergente líquido (3%), massas alimentícias secas (2,5%) e massa de tomate (2,4%).

A tendência acompanha a desaceleração da inflação. O IPCA passou de 0,16% em junho para 0,07% em julho, totalizando uma elevação de 3,44% no ano. No mesmo sentido, dados do IBGE apontam que a alimentação no domicílio ficou 1,14% mais barata no mês, influenciada pela queda nos preços de itens como tomate, cenoura e batata. O levantamento da Neogrid identificou retrações em outras categorias, como xampu (-4,9%), frango (-2,4%) e sabonete (-2,1%), demonstrando que a baixa nos preços de legumes, ovos, frango, xampu e sabonete, por exemplo, sinaliza um momento de maior atenção ao orçamento das famílias.

“Essa desaceleração mostra que o comportamento dos preços de categorias como legumes, ovos e itens de higiene não é uniforme em todo o Brasil. Para a indústria e o varejo, isso reforça a importância de um olhar mais estratégico sobre as médias nacionais, permitindo ajustar desde a precificação até o mix de produtos de acordo com as particularidades de cada região. Por isso, um dos grandes desafios do abastecimento é ir além da média nacional e obter uma visão mais detalhada do comportamento dos preços em cada mercado”, afirma Marcelo Alves, gerente Executivo de Dados da Neogrid. 

Pressão acumulada no ano 

No balanço entre dezembro de 2025 e julho de 2026, os legumes permanecem liderando os avanços acumulados do ano com expressiva valorização de 35,5%, saindo de R$ 5,50 para R$ 7,45. O feijão aparece logo na sequência, com um salto de 35,0% no ano. Completam as maiores altas anuais o leite UHT (28,1%), o pão (5,5%) e a farinha de mandioca (5,2%).

Variações de preços em julho de 2026 no Sul

Na região Sul, as maiores altas foram observadas em itens como sal (6,6%), água mineral (6,1%), sabão para roupa (3,9%), desinfetante (2,8%) e papel higiênico (2,5%). Entre as categorias que ficaram mais baratas estão legumes (-9,2%), farinha de mandioca (-8,9%), farinha de trigo (-7,9%), ovos (-5,9%) e pão (-4,6%).

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