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Faleceu nesta segunda-feira, dia 21 de julho, em Videira, a jornalista, escritora e historiadora Alzira Scapin, aos 71 anos. Ícone da cultura regional e reconhecida por seu trabalho de preservação da memória do Meio-Oeste de Santa Catarina, Alzira deixou um vasto legado literário e documental.
Natural de Videira e formada em jornalismo no Rio de Janeiro, Alzira construiu sua trajetória com foco na valorização da história local. Foi autora de obras sobre a origem e o desenvolvimento de municípios como Videira, Pinheiro Preto, Rio das Antas, Salto Veloso, Arroio Trinta e Água Doce.
Entre seus principais livros estão Pinheiro Preto, sua história — sua gente (1991), O que somos, de onde viemos (1996), que aborda a formação histórica de Salto Veloso, e Itália–Arroio Trinta: distância que separa, raízes que unem (2010), escrito em parceria com Claudio Spricigo.
Alzira também integrava o Núcleo de Estudos do Contestado, do Instituto Federal Catarinense, e estava envolvida na produção de uma nova série documental sobre a Guerra do Contestado, tema que estudava com paixão e profundidade.
Com uma linguagem acessível e pesquisa rigorosa, sua obra contribuiu para aproximar a população da história regional. Por isso, seu falecimento gerou grande comoção entre familiares, amigos, colegas da imprensa, educadores e instituições culturais.
O velório ocorreu no Memorial São Judas Tadeu, e o sepultamento foi realizado na tarde de terça-feira, dia 22, no Cemitério de Santa Gema, em Videira.
Prefeituras da região, como Salto Veloso e Arroio Trinta, manifestaram pesar, em notas divulgadas nas redes sociais.